Há uma pergunta que qualquer escola deve fazer a si própria: o que é, afinal, um bom ano letivo? A tentação é responder com números, as médias, as classificações, os resultados dos testes. Esses números importam, e não vou fingir o contrário. Mas contam apenas uma parte da história.
Pense-se num aluno que, em outubro, tem uma nota mediana a Matemática. A pauta regista a nota. Não regista que, há um mês, ele nem levantava a mão e hoje pergunta quando não percebe. Não regista a persistência de quem refaz um exercício até acertar, nem a generosidade de quem explica a um colega sem esperar nada em troca. Estas conquistas não têm coluna própria, e talvez por isso passem tantas vezes despercebidas.
No desporto, ninguém avalia uma equipa apenas pelo resultado do último jogo. Olha-se para a evolução, para o espírito de grupo, para a forma como se reage a uma derrota. A escola deve olhar para os alunos com a mesma atenção. Exigir sempre, sem dúvida, mas saber ver além do número. A exigência e o cuidado não se anulam, e um aluno cresce melhor quando sente as duas coisas ao mesmo tempo.
Às famílias deixo um convite simples. Quando receberem a próxima avaliação do vosso filho, leiam-na com ele, mas reservem também um momento para lhe dizer algo que nenhuma pauta mostra: que repararam na sua paciência, na sua honestidade, na coragem que teve ao pedir ajuda. Uma criança que ouve isto percebe que é valorizada por quem é, e não apenas pelo que alcança.
Costuma dizer-se que a verdadeira avaliação de uma escola acontece dez ou vinte anos depois. Nessa altura, ninguém se lembra da classificação de um teste de outubro. Lembram-se de quem acreditou neles e daquilo que aprenderam a ser. É essa a avaliação que mais nos importa, e é para ela que trabalhamos todos os dias.
Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.
Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Nacional
«Vai brincar!» Dizemos isto às crianças como quem diz «vai distrair-te». No entanto, é raro vermos um adulto trabalhar com a concentração de uma criança que está a organizar um supermercado de peluches. Brincar parece coisa de pouca importância, mas é aí que se faz boa parte do trabalho mais difícil da infância.
O que se passa, afinal, dentro de uma brincadeira? Muita coisa. A linguagem cresce, porque é preciso explicar o jogo e combinar as regras. A imaginação ganha corpo. A criança experimenta ser outra pessoa e, com isso, começa a perceber o que sentem os outros. Aprende a cooperar, a esperar pela vez, a perder sem desistir e a recomeçar. São competências difíceis de treinar numa ficha, mas que se aprendem na sala, no recreio e na brincadeira.
Cada idade brinca à sua maneira. Os mais pequenos exploram objetos, empilham, deitam abaixo e voltam a empilhar, e é assim que descobrem como o mundo funciona. No pré-escolar, o faz de conta ocupa a sala inteira: há médicos, cozinheiros e pilotos a trabalhar ao mesmo tempo. No 1.º ciclo chegam os jogos com regras, e com eles a primeira vontade de ganhar e a primeira lição sobre perder. Em todas as idades, o jogo livre, aquele que a criança escolhe e conduz sem que o adulto lhe diga como se faz, é onde ela se sente segura para arriscar e tentar de novo.
Em casa, fica uma sugestão simples. Experimente dez minutos em que a criança escolhe o jogo e inventa as regras, e o adulto limita-se a seguir. Sem corrigir, sem ensinar, sem perguntar «o que é isso?» em tom de teste. Parece pouco, mas a criança descobre que as suas ideias contam, e o adulto descobre que há muito mais imaginação lá por casa do que parecia. Poucos adultos resistem a um bom jogo de faz de conta, e ainda bem.
Mais do que ensinar, queremos formar pessoas, e as pessoas começam a formar-se a brincar. Cabe-nos, enquanto escola, proteger este tempo e olhar para ele com a mesma atenção que damos a uma aula. A educação faz-se em parceria entre a escola e a família, e a brincadeira é um bom lugar para nos encontrarmos. Cada criança é única, e brinca à sua maneira.
Once Tickles, forever Tickles. We are one.
Cristina Gama · Diretora
Fomos falar com quem sabeSaúde mentalConversa com João BessaJoão Bessa é médico psiquiatra, doutorado em Neurociências, investigador principal e professor universitário. É diretor do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Minho e Presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. É também pai de dois alunos do Colégio João Paulo II, em Braga.Ler a conversa →
TeatroO teatro como espaço de descoberta, expressão e crescimentoNuno Sá, professor de teatroLer a crónica →
Na sexta-feira, dia 16 de outubro, realizámos a nossa 1.ª School Assembly!
Este foi um momento especial de partilha e de união da nossa comunidade educativa, no qual tivemos a oportunidade de dar as boas-vindas aos novos alunos e de partilhar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nas diferentes salas.
Aproveitámos também este momento para ouvir as ideias e sugestões dos nossos alunos, que partilharam as atividades e dinâmicas que gostariam de realizar no dia de Halloween, que iremos celebrar no próximo dia 30 de outubro.
Com muito entusiasmo e criatividade, os nossos alunos apresentaram as suas propostas, que agora partilhamos com toda a comunidade educativa. Porque acreditamos que ouvir as crianças e dar voz às suas ideias é uma forma de construir uma escola cada vez mais participativa, onde todos têm um papel importante!
Estamos muito entusiasmados com tudo o que aí vem!
Ver as sugestões de Halloween →
Para esta semana | Ideias da conversa com o Dr. João Bessa
O Gabinete Psicopedagógico seleciona algumas ideias simples da conversa com o Dr. João Bessa, para pôr em prática em casa ao longo desta semana.
Comece por ouvir, sem tentar corrigir de imediato o que o seu filho sente. «Percebo que isto te esteja a custar» abre mais espaço do que «não tens razão para estar assim».
Acolher uma emoção não significa aceitar todos os comportamentos: compreensão e limites podem coexistir.
Respeite o seu tempo e mantenha-se disponível: «Não tens de falar agora, mas estou aqui para te ouvir.»
Por vezes, a conversa surge mais facilmente durante um passeio ou uma atividade partilhada. Pode também facilitar o contacto com outro adulto de confiança.
O sono insuficiente, o bullying e a pressão constante podem pesar muito na saúde mental.
Nos ecrãs, olhe para os conteúdos, para as interações e para aquilo que o uso está a substituir: dormir, brincar, estar com os outros ou fazer exercício.
Algum nervosismo é natural. Preparar o estudo por etapas, fazer pausas e proteger o sono ajudam a lidar com a ansiedade.
No momento, pode ser útil respirar devagar e concentrar-se numa pergunta de cada vez. Uma nota avalia um desempenho num determinado momento e não define o valor de ninguém.
Mudanças marcadas em relação ao que é habitual: isolamento, irritabilidade persistente, perda de interesse, alterações do sono ou do apetite e dificuldade em ir à escola.
O sofrimento nem sempre aparece como tristeza. Quando as dificuldades persistem ou se agravam, procure ajuda sem esperar por uma crise.
Pedir ajuda é uma forma de cuidar de nós. Não é preciso saber exatamente o que se passa.
«Não me tenho sentido bem e precisava de falar» pode ser o primeiro passo. Se tiver preocupações, contacte o diretor de turma ou o Gabinete Psicopedagógico.
A conversa completa está em «Fomos falar com quem sabe».
Semana de 26 a 30 de outubro de 2026 · Week of October 26 to 30
| Dia Day | Sopa Soup | Prato Main | Acompanhamento Side | Vegetariano Vegetarian | Sobremesa Dessert |
|---|---|---|---|---|---|
| Segunda 26/10 Monday | Creme de legumes Vegetables cream | Pescada c/ crosta gratinada e arroz de ervilhas Hake gratin with rice peas | Legumes salteados Sautéed vegetables | Seitan gratinado c/ arroz de ervilhas Spiritual Seitan | Fruta variada da época Seasonal fruit |
| Terça 27/10 Tuesday | Creme de legumes Vegetables cream | Massa à bolonhesa Spaghetti bolognese | Salada de alface e cenoura Lettuce and carrot salad | Massa bolonhesa de soja Pasta bolognese with soy | Fruta variada da época Seasonal fruit |
| Quarta 28/10 Wednesday | Creme de legumes Vegetables cream | Filetes de pescada c/ limão e arroz de tomate e manjericão Hake fillets with lemon, tomato rice and basil | Legumes salteados Sautéed vegetables | Filetes de seitan c/ limão e arroz de tomate e manjericão Seitan fillets with lemon, tomato rice and basil | Fruta variada da época Seasonal fruit |
| Quinta 29/10 Thursday | Creme de legumes Vegetables cream | Jardineira de frango Chicken stew with potatoes, carrots and peas | Legumes cozidos Boiled vegetables | Jardineira de soja Soy stew with potatoes, carrots and peas | Fruta variada da época Seasonal fruit |
| Sexta 30/10 Friday | Creme de legumes Vegetables cream | Bacalhau espiritual Spiritual Codfish gratin | Salada mista Mixed salad | Seitan gratinado c/ legumes e batatas Seitan gratin with potatoes and vegetables | Fruta variada da época Seasonal fruit |
Porque educar é um caminho partilhado, esta newsletter traz-lhe as notícias, as conquistas e o que vem a seguir, semana após semana.
Utilizamos cookies de análise para perceber que conteúdos interessam mais às famílias. Só são ativados se aceitar. Pode recusar sem qualquer consequência.